Abra a cabeça!!!!!!!!

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"Se a única ferramenta que temos é um martelo, todo problema será reduzido a prego"

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

PARA VÁRIOS NIVEIS - CECÍLIA MEIRELLES

Retirado do livro "Paz, como se faz? - semeando a cultura de paz nas escolas , editora Pallas Atenas - Lia Diskin e Laura Gorresion Roizmann

Ou isto ou aquilo
Cecília Meireles



“Ou se tem chuva e
não se tem sol,
ou se tem sol e não
se tem chuva!
Ou se calça a
luva e não se
põe o anel,
ou se põe o anel e
não se calça a luva
Quem sobe nos ares
não fica no chão,
quem fica no chão não
sobe nos ares.
É uma grande pena que não
se possa estar
ao mesmo tempo nos dois lugares!
Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo…
E vivo escolhendo o dia inteiro!
Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranqüilo.
Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.”


Reflexões propostas


• A nossa vida é repleta de escolhas. Desde o momento em que
acordamos, até a hora de dormir, fazemos muitas escolhas. Peça
aos participantes para listar todas as escolhas que já fizeram
durante esse dia.
• Depois inicie uma conversa sobre o que teria mudado se alguma
daquelas escolhas não tivesse sido feita. Por exemplo, o que teria
mudado se, em vez de decidir ir à escola no final de semana, eles
tivessem optado por ficar em casa. O que teria mudado? Quantas
coisas poderiam ser diferentes no dia e na vida de cada pessoa?
• Faça uma reflexão sobre a influência das nossas escolhas na
construção da nossa vida, na sociedade em que vivemos, no
planeta em que habitamos. Precisamos ficar atentos. Uma escolha
mal feita pode significar uma caminhada por trilhas não desejadas.
Peça para que os participantes pensem nisso. Esse pode ser o
grande segredo da vida.
• Encerre com a leitura do trecho abaixo:
“O que é que se encontra no início? O jardim ou o
jardineiro? É o jardineiro. Havendo um jardineiro, mais
cedo ou mais tarde um jardim aparecerá. Mas, havendo
um jardim sem jardineiro, mais cedo ou mais tarde ele
desaparecerá. O que é um jardineiro? Uma pessoa cujo
pensamento está cheio de jardins. O que faz um jardim
são os pensamentos do jardineiro. O que faz um povo
são os pensamentos daqueles que o compõem.”


Paz, Força e Alegria!

PARA VÁRIOS NÍVEIS - INDÍGENA/ DOCUMENTO HISTÓRICO

Retirado do livro "Paz, como se faz? - semeando a cultura de paz nas escolas , editora Pallas Atenas - Lia Diskin e Laura Gorresion Roizmann

Texto extraído de publicação do Museu de Porto Seguro,
Ministério da Cultura — Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico
Nacional, Porto Seguro, 2000.


Jean de Léry incluiu, em seus relatos de uma viagem
realizada em 1557, um diálogo travado com um velho tupinambá,
a respeito do grande interesse demonstrado pelos franceses na
retirada do pau-brasil, revelando o choque de visões entre o nativo
e o europeu: “Por que vindes vós outros, mairs (franceses) e perós
(portugueses) buscar lenha de tão longe para vos aquecer? Não
tendes madeira em vossa terra?” Jean de Léry respondeu que os
franceses não as queimavam mas dela extraíam tinta. Ao que o
índio retrucou: “E por ventura precisais de muito?“ Tendo Léry
respondido afirmativamente, pois que existiam na Europa grandes
comerciantes que acumulavam aquela madeira, o velho tupinambá
estranhou aquele desejo pela acumulação: “Mas esse homem tão
rico, de que me falas, não morre?”
Na seqüência do diálogo, Jean de Léry explicou que, com a
morte, os bens passavam para os filhos, irmãos ou parentes mais
próximos. O índio, não satisfeito com a resposta, acrescentou:
“Não será a terra que vos nutriu suficiente para alimentá-los
também? Temos pais, mães e filhos a quem amamos; mas estamos
certos de que depois da nossa morte a terra que nos nutriu
também os nutrirá, por isso descansamos sem maiores cuidados.”

Reflexões propostas
• Por que o índio do nosso relato não consegue entender o que é
herança?
• Por que, para os tupinambás e para os franceses, a idéia de possuir
alguma coisa é tão diferente?
• O costume de acumular bens é o mesmo em todos os povos?
• Qual a relação que os nossos índios e os colonizadores
tiveram com a natureza?

Paz, Força e Alegria!

PARA VÁRIOS NÍVEIS - O DIAMANTE, CONTO HINDU

Retirado do livro "Paz, como se faz? - semeando a cultura de paz nas escolas , editora Pallas Atenas - Lia Diskin e Laura Gorresion Roizmann


O Diamante
Conto hindu publicado em Filosofia para crianças e adolescentes,
de Maria Luiza S. Teles.


Uma vez um peregrino parou em um bosque, muito perto de
um povoado, e acampou debaixo de uma árvore para passar a noite.
— A pedra, a pedra! Dá-me a pedra preciosa, peregrino
— disse um mercador.
O velho peregrino se levantou, se aproximou do homem que
gritava e lhe disse:
— Que pedra desejas, irmão?
O mercador respondeu:
— A noite passada tive um sonho em que o senhor Shiva me
dizia que, se viesse aqui esta noite, encontraria um peregrino que
me daria uma pedra preciosa que me faria rico para sempre.
O peregrino foi buscar sua bolsa perto do rio e lhe deu a
pedra, dizendo:
— Eu a encontrei em um bosque perto do rio, podes guardá-la.
O mercador guardou a pedra e foi
para casa. Uma vez lá, abriu a mão e…
Oh! Que surpresa! Era um diamante.
Não pôde dormir à noite, dava tantas voltas
na cama quanto em sua cabeça.
Levantou-se ao amanhecer, voltou ao
lugar onde havia deixado o peregrino e lhe disse:
— Dá-me, por favor, a força
que te permitiu desprender-te desta
riqueza com tanta facilidade!

Reflexões propostas
• Qual o principal valor dessa história?
• O que é necessário para que a pessoa possa ser desprendida e
generosa?
• Por que algumas pessoas se apegam tanto às coisas materiais?
• A generosidade pode dar mais sentido à vida?
Mas este homem tão rico, de que me falas,
não morre?

Paz, Força e Alegria!

PARA VÁRIOS NÍVEIS - O GRANDE DITADOR, CHARLES CHAPLIN

Interpretando as histórias
O último discurso


Retirado do livro "Paz, como se faz? - semeando a cultura da paz nas escolas
de Lia Diskin e Laura Gorresion Roizman da Pallas Atenas



Charles Chaplin, no filme O grande ditador

“Sinto, mas não quero ser imperador, não é meu trabalho.
Não pretendo governar nem conquistar nada. Gostaria de ajudar
— se fosse possível — a judeus e gentios, negros e brancos. Todos
desejamos ajudar-nos. Os humanos são assim. Queremos viver para
a felicidade dos outros e não para fazê-los desgraçados. Por que
tenderíamos a odiar e a menosprezar? Neste mundo há lugar para
todos. A Terra, que é generosa e rica, pode abastecer todas as
nossas necessidades. O caminho da vida pode ser o da liberdade e
da beleza, mas, apesar de tudo, nos temos perdido. A cobiça
envenena a alma dos homens... levanta muralhas de ódio no
mundo... está fazendo avançar a miséria e a morte. (…) Não
necessitamos de máquinas sem humanidade. Não necessitamos de
inteligência sem amor e ternura. Sem estas virtudes tudo é violência
e tudo se perde. (…) Neste momento a minha voz chega a milhões
de pessoas de todo o mundo... milhões de desesperados, homens,
mulheres, crianças, vítimas de um sistema que tortura os humanos e
encarcera os inocentes. (…) Me escutas. Onde estiveres, levanta os
olhos! Podes ver? O sol rompe as nuvens que se espalham! Saímos
da obscuridade e vamos à luz! Entremos em um mundo novo, em
um mundo melhor, em que os seres humanos estejam acima da
cobiça, do ódio, da hostilidade! Olha para cima. A alma dos homens
conseguiu asas e já começa a voar. Voa até o arco-íris, até a luz da
esperança. (…).”

Reflexões propostas

• O grupo pode assistir o filme antes da discussão.
• Qual trecho do texto chamou mais a atenção do grupo? Por que?
• O autor fala que “o caminho da vida pode ser o da liberdade e da
beleza”. Ele coloca a possibilidade de escolha. Cada um já percebeu
que a vida é repleta de escolhas? Qual o caminho que estamos
escolhendo para nossas vidas?
• “Não necessitamos de máquinas sem humanidade. Não
necessitamos de inteligência sem amor e ternura. Sem estas virtudes
tudo é violência e tudo se perde. (…)” Qual é a mensagem desta
frase? Será que vivenciamos o amor e a ternura?
• E a humanidade, vivencia esses valores? Peça a cada participante
que escolha uma idéia do texto e diga os motivos da escolha.
• Peça aos participantes que criem discursos e, se possível,
programem ações para que essas idéias se tornem realidade.
Discuta com as pessoas qual a distância entre a palavra e a ação.

INGLÊS/ ENSINO MÉDIO - A ESCOLA É CHATA

PLANO DE AULA - A ESCOLA É CHATA

INÍCIO: Debate com os alunos a partir da pergunta "A escola é chata? Por quê? Como poderia ser diferente?"

APRESENTAÇÃO DO VÍDEO: "A escola é chata" - baseado no material Pedagogia da Diversidade de Mario Aguillar e Rebeca Bize e na experiência da Campanha Educar para a Não-Violência em escolas.




APRESENTAÇÃO DA LETRA DA MÚSICA PRESENTE NO VÍDEO "Another brick in the wall" ( já que a aula é de inglês) pedindo aos alunos que identifiquem os erros gramaticais na letra e interpretem porque os autores decidiram "cantar errado". Existem, é claro, várias outras disciplinas nas quais o vídeo poderia ser aproveitado.

APRESENTAÇÃO DO VIDEOCLIP DA MÚSICA.

DISCUSSÃO DE PROPOSTAS PARA ORGANIZAÇÃO DOS ALUNOS NA ESCOLA.

Comentários: Nas primeiras vezes em que implementei esse plano de aula, a escola passava por uma crise e os alunos ficaram bastante desacreditados em relação á possibilidade de mudança, mas sugeriram a criação de grêmios, cooperativas de trabalho pós-ensino médio e debates. Neste ano, há duas semanas atrás, quando apresentei a aula, as respostas foram bem melhores e os alunos propuseram a criação de um Fórum entre eles para propor mudanças à direção e à coordenação.

Aguardo as experiências de vocês e/ou quais de vocês gostariam de implementar iniciativas em agosto.

Paz, Força e Alegria!
Sabine